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A extraordinária importância desempenhada pelos ecossistemas aquáticos no desenvolvimento e suporte de civilizações enquanto fonte de água, alimento, transporte, defesa e energia bastaria para justificar uma visita ao Fluviário de Mora.

 

A riqueza de fauna e flora presente nos ecossistemas aquáticos, tanto de água doce como marinhos, são o reflexo evolutivo da capacidade de adaptação a vários habitats de características únicas. Em termos ambientais, os ecossistemas aquáticos funcionalmente intactos prestam serviços de grande valor, pois são responsáveis pela reciclagem de nutrientes, purificação da água e possuem um papel relevante relacionado com as alterações climáticas.

 

Os impactos humanos nos rios portugueses são imensos. Desde a poluição, destruição de habitats, sobrepesca, construção de barreiras físicas (açudes e barragens), sem esquecer a introdução de espécies exóticas que competem com ou predam as espécies autóctones, e que representarão hoje, provavelmente, a maior ameaça à fauna portuguesa.

 

O desenvolvimento humano não pode parar. Logo, É necessário encontrar equilíbrios que não comprometam o nosso património biológico. O primeiro passo, dar a conhecer e valorizar esse valioso património, está dado. O Fluviário de Mora honra-se de assumir essa missão.

 

A colaboração do Fluviário, e de outros parques zoológicos e aquários, com agências de conservação nacionais e internacionais, com departamentos governamentais, e com as comunidades locais, pode resultar em soluções sustentáveis a longo prazo, pois encontra-se numa localização privilegiada, em plena Rede Natura 2000, para dar a conhecer e experienciar de forma íntegra os aspectos da conservação.