Habitats Exóticos

A diversidade de formas de vida presente nos ecossistemas dulciaquícolas encontra a sua representação nesta galeria com espécies dos rios da América do Sul e lagos de África. Anfíbios, répteis e peixes ilustram a beleza da biodiversidade.

Nesta Exposição

Pirapitinga

Piaractus brachypomus (Cuvier, 1818)

Estatuto de Conservação: s/avaliação pela IUCN

Espécie nativa da América do Sul, ocorre nas bacias hidrográficas dos rios Amazonas e Orinoco. É uma espécie pelágica, com grande plasticidade em termos de exigências de habitat, que ocorre tanto em rios, lagos e solos inundados da floresta tropical Amazónica, ao longo do seu ciclo de vida. Espécie omnívora, primariamente herbívora com tendência a frugívora. Alimenta-se de uma grande variedade de sementes, algumas delas oleaginosas, frutos, bagas, plantas e detritos. Os adultos desta espécie ovípara com fertilização externa, realizam migrações reprodutivas para montante antes do início da segunda estação das chuvas. Durante a época de desova – piracema – não se alimentam, subsistindo das reservas de gordura corporal. Pode atingir um comprimento máximo de 88 cm.

Piranha-vermelha

Pygocentrus nattereri (Kner, 1858)

Estatuto de Conservação: s/avaliação pela IUCN

Espécie nativa da América do Sul, bacias hidrográficas dos rios Amazonas, Paraguai-Paraná, Essequibo e Uruguai. Também presente em rios costeiros do Nordeste do Brasil. Esta espécie pelágica que ocorre em rios, riachos, lagos, lagoas, apresenta preferência por zonas com vegetação densa, como matas de igapós. A piranha-vermelha é uma espécie predadora, em que os adultos se alimentam preferencialmente ao entardecer ou ao amanhecer de peixes, crustáceos, insectos, vermes, e de alguma matéria vegetal. Podem ser primariamente necrófagos, no meio natural. A piranha-vermelha é ovípara com fecundação externa, e a época de reprodução ocorre durante a estação das chuvas. O macho escava um ninho no substrato, numa zona com vegetação, onde a fêmea depositará os ovos. Estes são protegidos pelo macho, ainda mais territorial e agressivo. Pode atingir um comprimento de cerca de 50 cm.

Ciclideos-africanos

Cichlidae (Bonaparte, 1840)

Estatuto de Conservação: Algumas espécies com estatuto pouco preocupante ou vulnerável

Espécies nativas de África, rios africanos, lagos Tanganyika, Niassa e Victoria. As espécies africanas desta grande Família de peixes estima-se que serão cerca de 2000 a 3000, muitas ainda por identificar e catalogar. Todas são primariamente dulciaquícolas, embora algumas espécies sejam eurihalinas e suportem águas salobras. Poucas são as espécies que ocorrem nas zonas costeiras. São espécies de hábitos primariamente herbívoros, mas podem apresentar estratégias alimentares extremamente especializadas, por exemplo, as que se alimentam das escamas – lepidofagia - e barbatanas de outros peixes. É uma Família de espécies que exibem um forte comportamento territorial, são ovíparas com fecundação externa e que apresentam estratégias reprodutivas muito diversificadas: algumas espécies depositam os ovos no substrato, folhas de plantas, troncos submersos e pedras, outras constroem ninhos no substrato, escavam arenas de reprodução, constroem pirâmides de areia com cerca 2 m de diâmetro, realizam posturas em pequenas cavernas e conchas de moluscos, entre outras. Muitas das espécies desta família incubam os ovos na boca e os progenitores oferecem protegem e cuidam da prole. Podem atingir comprimentos de 2,5 cm até cerca de 80 cm, dependendo da espécie.