Lontrário

Na zona exterior, o lago naturalmente povoado com rãs, libelinhas, cobras-de-água e plantas como o aloendro, lírio-de-água e tabúa, entre outras, é atravessado por uma ponte com vista para os dois lontrários. Aí é possível observar as lontras-de-garras-pequenas e as lontras-europeias.

Durante a sua visita não perca a alimentação das lontras às 12h45 e às 16h40.

Nesta Exposição

Lontra-de-garras-pequenas

Aonyx cinereus (Illiger, 1815)

Estatuto de Conservação: Global – Vulnerável; Nacional – S/ aplicação

A Lontra-de-garras-curtas asiática apresenta uma ampla distribuição geográfica da Índia ao Sul da Ásia, Filipinas, Taiwan e Sul da China, e é uma das mais pequenas espécies de lontras do mundo. Ocorrem numa diversidade de habitats ligados a cursos de água doce como zonas de pântano, mas também mangais e pequenos lagos de água estagnada, em zonas com vegetação abundante onde se possam abrigar. As patas com dedos arredondados, garras curtas conferem-lhes elevada destreza manual, e os dedos com membranas interdigitais são distintivas desta espécie como uma adaptação à vida semi-aquática. Esta espécie é carnívora e a sua dieta é principalmente composta por invertebrados aquáticos como moluscos, crustáceos, anfíbios e peixes. Formam um casal para toda a vida e vivem em grupos familiares de cerca de 12 a 20 indivíduos que cuidam da prole, caçam, marcam e defendem o território. São muito comunicativas e possuem diversas vocalizações distintas para além da de alarme. Apresentam uma longevidade entre 11 a 16 anos de idade. Estão muito ameaçadas pela destruição dos seus habitats, poluição e caça.

Lontra-europeia

Lutra lutra (Linnaeus, 1758)

Estatuto de Conservação: Global – Quase ameaçada; Nacional – Pouco preocupante

Apresenta uma distribuição natural que ocupa praticamente a totalidade da região paleártica e em Portugal, esta espécie apresenta uma distribuição generalizada de Norte a Sul do País. Ocorre em habitats com proximidade de cursos de água doce como lagos, rios, riachos e até em estuários desde que tenha acesso a água doce. É uma lontra de maiores dimensões, com garras e membranas interdigitais entre os dedos. É uma espécie carnívora e apresenta preferência por peixe, mas pode incluir na sua dieta anfíbios, crustáceos, insectos, moluscos, pequenas aves, entre outras. As lontras-europeias são muito territoriais e solitárias, marcando e defendendo o seu território, principalmente de indivíduos da mesma espécie e sexo. São boas escavadoras e constroem tocas onde descansam durante o dia. O território de um macho pode integrar o território de fêmeas. A espécie pode reproduzir-se em qualquer época do ano e o acasalamento ocorre na água, pois não apresenta reprodução sazonal. Apresentam uma longevidade de cerca de 17 anos de idade. As principais ameaças a esta espécie são a caça, a poluição por pesticidas e destruição do seu habitat.