Monstros do Rio

Neste habitat reformulado a partir do antigo lontrário, poderá observar peixes de água doce de grandes dimensões.

Nesta Exposição

Carpa

Cyprinus carpio (Linnaeus, 1758)

Estatuto de Conservação: s/avaliação pela IUCN

Em Portugal, a sua ocorrência estende-se a praticamente todas as bacias hidrográficas. A carpa ocorre preferencialmente em cursos de água de regime lêntico, com fundos vasosos e com vegetação aquática e ripícola/ripária. É uma espécie que apresenta muitas variedades, entre outras, a carpa-espelho, carpa-couro e carpa-dourada. A carpa é omnívora e generalista, alimentando-se de nemátodes, insectos aquáticos, crustáceos e alevins de outros peixes, gramíneas e detritos. A reprodução desta espécie ovípara ocorre de Abril a Junho, em zonas pouco profundas e com abundância de vegetação à qual os ovos aderem. A carpa pode atingir cerca de 85 cm de comprimento.

Esturjão

Acipenseridae (Linnaeus, 1758)

Estatuto de Conservação: Global - Criticamente em Perigo; Nacional - Regionalmente Extinto

“Esturjão” é o nome comum de indivíduos de 27 espécies diferentes que pertencem à Família Acipenseridae. Os esturjões são espécies com uma grande longevidade e dimensão, com maturação sexual tardia, podem apresentar migrações diádromas e que aparentam características primitivas. De facto, a sua evolução data de há cerca de 200 milhões de anos atrás. Várias espécies de esturjão são procuradas pelas suas ovas que depois são processadas. A espécie de esturjão que ocorria em Portugal era a Acipenser sturio, mas está dada como regionalmente extinta – ou seja, extinta em Portugal. As características actuais do habitat – existência de barragens e açudes, caudal insuficiente e intrusão salina – na área anteriormente ocupada por esta espécie, como o rio Douro e o rio Guadiana, praticamente inviabilizam a recuperação do esturjão em território nacional.